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Asana - O Controle do Corpo

ASANA: O CONTROLE DO CORPO

Em primeiro lugar se expõem os asanas, pois constituem o primeiro passo do Hatha Yoga. Praticando asana, a pessoa alcança firmeza do corpo e da mente, libertação da doença e leveza dos membros - Hatha Yoga Pradipika 1.17.

No Ocidente, qual a primeira imagem que vem à cabeça de um leigo quando ouve a palavra "yoga"? A imagem de alguém numa postura extremamente complexa, quase sobre-humana, com excelente flexibilidade e força. Graças a esse "pré-conceito" errôneo, com o auxílio de alguns praticantes mal intencionados, uma grande filosofia e um grande caminho espiritual é reduzido apenas a alguns movimentos de contorcionismo. Alguns, numa tentativa precoce, afirmam que o asana é quase desnecessário e insignificante, e que o "yoga autêntico" nada tem a ver com o corpo, ou com a matéria, mas somente com o "espiritual". Mas ainda bem que tudo isso são apenas erros de interpretação.

O Tantra, que forma a base para o Hatha Yoga, ensina que o verdadeiro conhecimento não é excludente. Qual é esse conhecimento? O conhecimento de que TUDO É O ABSOLUTO. E nesse TUDO, o corpo, a matéria e o mundo que vivemos são todos manifestações de um único e poderoso Ser. Os Hatha Yogis do passado sabiam da interconectividade que existe entre o corpo, a mente e o espírito, e dessa forma, agiam para que a perfeita harmonia e ordem existisse entre eles.

Repetindo, como é ensinado no Tantra, o Hatha Yoga não vê diferença entre o Espírito supremo invisível e o corpo diminuto e visível. É claro, isso não significa que seus praticantes são adoradores do corpo ou bajuladores de seus sentidos. Na verdade, o grande ponto está em perceber que o corpo é um amigo, um aliado, e principalmente o templo do Espírito. Você gostaria de dormir em um quarto que estivesse cheio de cobras, sujeira, moscas e vermes? Obviamente que não, mas como pode conviver com um corpo onde as fezes estão acumuladas há anos, onde o coração não tem ritmo, os pulmões estão cheios de muco, a respiração é irregular e o sangue está cheio de gordura e podridão? Como pode afirmar que quer alcançar a Harmonia Suprema se nem o seu próprio corpo está em equilíbrio? Como pode desejar praticar ahimsa ou não-violência se o seu próprio corpo está internamente em guerra, lutando contra as enfermidades que existem invisíveis em seu interior?

Assim, para o Hatha Yoga, asana é o primeiro passo, enquanto que para Patanjalio asana é apenas o terceiro passo, pois para ele a conquista e o controle da conduta moral através dos Yamas e Niyamas formam a base do caminho. Essa tendência mostra a influência recebida do Budismo ao longo de seus quase 1000 anos de domínio da cultura e solo indiano, já que nesta religião a moral é considerada um ponto fundamental para o controle da mente. Os Hatha Yogis discordam dessa visão, afirmando que na atual era em que vivemos, o ser humano não tem mais a verdadeira competência para seguir regras tão estritas de uma maneira natural e sem sofrimento, chegando a ser mesmo incapaz de seguir alguns dos preceitos indicados, como a não-violência, o celibato, o não-mentir, etc., e que tentar forçar uma atitude destas antes de o sujeito estar internamente maduro poderia gerar efeitos nefastos em sua mente e em sua vida. Desta forma, o asana é considerado o ponto inicial de uma jornada pois é a ferramenta que irá purificar e fortificar o corpo ao mesmo tempo em que a mente é forjada no calor desta purificação. Virtudes como paz, amor e sabedoria surgirão de um modo natural e espontâneo, não forçado, pelos próprios benefícios que a prática irá manifestando com o tempo.

Outra idéia importante é não confundir asana e Hatha Yoga como um todo. Embora o asana seja visto como um fator importante nesta linha, ele é apenas uma parte de um conjunto e não foi criado para ser executado como algo isolado. Atualmente em muitas escolas de Yoga, o que realmente se ensina são apenas asanas, mesmo que tenham um pouco de filosofia ou moral no meio. Isso não está de todo errado, mas é incompleto, já que numa prática completa de Hatha Yoga fazem parte o uso de kriyas, asana, pranayamas, mudras, bandhase meditação.



A ORIGEM DO ASANA

"Há 8.400.000 asanas descritos por Shiva. Há tantos asanas quanto as espécies de criaturas vivas do Universo." - Gheranda Samhita 2.1.

Obviamente um número como esse é apenas simbólico, mas nessa simbologia o verso supracitado revela duas grandes verdades: i) o número de posturas é praticamente infinito, ou seja, o corpo do praticante pode tomar a forma que puder; e ii) na tradição Hindua alma humana passa por 8.400.000 vidas antes de se alcançar sua completa maestria e perfeição divinas, e dessa forma os asanas representam uma evolução dinâmica da forma de vida mais simples à mais complexa: a de um sábio iluminado.

Trilhando o caminho da simbologia e analogia, o yogi realiza posturas que imitam elementos "inconscientes" da natureza como a árvore ou a montanha, animais como o peixe, a garça, a lebre e o leão, heróis como Virabhadra (filho de Shiva), santos como Vasishta e deuses como o próprio Shiva. Assim, através das posturas, o yogin procura descobrir e revelar o que há de mais puro e profundo em seu interior.

Para algumas pessoas os asanas evoluíram através da observação que os ascetas faziam dos animais na natureza, e na tentativa de imitá-los, percebiam seus efeitos benéficos sobre o corpo e a mente. Ora, isso na verdade é uma visão muito pobre do que vem a ser os asanas, e não revelam nada de sua verdadeira natureza espiritual. De acordo alguns especialistas, não só os asanas mas toda a ciência do Hatha Yoga se desenvolveu na verdade através das experiências que os antigos Mestres tinham durante a meditação profunda ou como um desenvolvimento da Kundalinidespertada. Nestes momentos, através dos movimentos internos que a energia provoca, o corpo espontaneamente realiza todos os movimentos que agora conhecemos por Hatha Yoga. É como se trilhássemos um caminho inverso, praticando aquilo que grandes almas descobriram através de longa e árdua disciplina para que por meio desta purificação possamos perceber o que eles realizaram. É nisso que reside a compaixão de um grande ser!


O EFEITO DOS ASANAS NO INTERIOR DO PRATICANTE

AsanasComo afirmado acima, os Hatha Yogis percebiam que corpo e a mente estão ligados de uma forma muito sutil, e que o que acontece a um cria um reflexo no outro. Por exemplo, quando a respiraçãose torna agitada, a mente fica igualmente agitada e a tomada de uma atitude correta e justa pode não ser alcançada. De modo análogo, quando a mente está ansiosa, irritada ou nervosa, a respiração torna-se curta e superficial. Quando a pessoa não evacua e os intestinos ficam cheios de fezes, diz-se que a pessoa está "enfezada", isto é, nervosa ou irritada. Por outro lado, quando a pessoa é rancorosa, que não consegue liberar seus medos ou raivas, geralmente o intestino pode "travar" como um aviso de que "algo" lá dentro não está bem. Isto são apenas exemplos simplórios, de como a mente pode afetar o corpo e de como este pode afetar a mente.

Numa prática, quando a pessoa coloca seu corpo numa determinada postura e o mantém por um certo período, com a consciência na respiração e em seu interior, mudanças sutis ocorrem sem que ela perceba. Essas mudanças vão muito além do que simplesmente ficar mais forte ou flexível, alcançando um ponto onde a mente começa a entrar em estado de sintonia com sua parte mais profunda, o Ser. Mas para tanto, é preciso entender de que forma esse processo ocorre:

1.A nível físico as diferentes partes do corpo, como músculos, tendões, ossos, órgãos internos, etc., sofrem movimentos ou pressões a que não estão acostumados durante o dia-a-dia da maioria das pessoas. Em alguns casos toda a parede abdominal recebe forte pressão, massageando todos os órgãos internos que estão sob sua proteção; em outros a coluna recebe um forte estiramento, fazendo com que os discos intervertebrais ganhem mais espaço e relaxem; em outros casos todo o corpo sofre uma inversão, fazendo com que o sangue trabalhe a favor da gravidade, irrigando mais abundantemente a cabeça e o cérebro. Todos esses movimentos liberam diversas toxinas acumuladas no corpo humano, rejuvenescendo e fortalecendo-o de uma forma integral. Além disso, a respiração é melhorada, aumentando o desempenho cerebral;
2.No corpo sutil esse benefícios também ocorrem. Como o corpo está limpo e não precisa de energia extra para sua "manutenção", o prana passa a se acumular no interior, dando-lhe maior disposição e maior percepção para suas atividades diárias. Os canais de energia sutil (nadis) e seus vórtices (chakras) são "desentupidos" pelo acúmulo desta energia e passam a vibrar em níveis cada vez mais elevados, desenvolvendo assim, os inúmeros poderes latentes do ser humano. Além disso, a energia dormente Kundalini alojada na base da espinha vai lentamente despertando e concedendo ao praticante vislumbres cada vez maiores do seu interior;
3.Uma vez que tanto o corpo físico e sutil deixam de ser obstáculos à clara percepção do mundo interior, a mente deixa de divagar pela arena dos sentidos externos em busca do prazer temporário e passa a descobrir um novo foco de felicidade natural e contínua: a interior. Assim, a mente deixa de atuar de uma maneira instintiva e responsiva, passando a agir através dos princípios da intuição e da sabedoria espiritual;
4.Assim que esse novo patamar é alcançado, a mente passa a interagir com um novo nível de inteligência: a abstrata e sutil. Há uma nova percepção de identidade e relação com o mundo a seu redor;
5.A verdadeira experiência de real identidade com o Ser Interior, o núcleo divino, passa a fazer parte não só de seus momentos de prática, mas também durante as atividades do seu dia. A percepção da Testemunha Interior deixa de ser apenas uma mera teoria para se tornar parte integrante de sua vivência e seu cotidiano.

Nessas condições, pode-se entender porque o Hatha Yoga considera a prática de asana como o primeiro e também o último passo na jornada espiritual. Deve-se entender que da mesma maneira que um sacerdote usa suas orações e ritos para comungar com Deus, o Hatha Yogin usa uma via que integra todo o seu ser através do corpo e da respiração.


VÁRIOS CAMINHOS E UMA SÓ META

Aos olhos de um iniciante tudo pode parecer uma bagunça: diversas linhas, diversos mestres, diversas posturas, diversos nomes, idéias, regras, etc. Como entender tudo isso? Gosto de comparar as diversas técnicas de Hatha Yoga com folhas jogadas ao vento, isto é, colocadas sem uma ordem ou especificação rígida quanto à sua execução (exceto algumas regras contidas nas escrituras tradicionais). Por exemplo, não há uma regra quanto à alguma sequência ou série de asana, e as vezes nestes mesmos antigos tratados uma única postura era chamada ou conhecida por nomes diferentes. Assim, muitos mestres ao longo dos séculos foram apanhando essas "folhas soltas" e colocando-as em determinadas formas ou idéias que resultaram nas diversas linhas que hoje conhecemos. Para alguns, uma determinada técnica era mais importante e por isso era mais evidente, enquanto que para outros uma outra técnica era considerada com pouco valor e por isso era praticamente ignorada.

Em alguns sistemas ou linhas uma postura é executada de uma forma que pode ser ligeiramente diferente de outro sistema, ou pode ser tão diferente que até se parece outra postura. Ou então a mesma postura é conhecida por nomes diferentes. Isso pode ser entendido como um resultado do local da Índia ou época em que era aplicada, e na verdade isso não tem valor algum.

Com a chegada do Hatha Yoga no Ocidente pudemos observar um aumento vertiginoso de inúmeras modalidades. Para alguns, isto é visto como um bom sinal de evolução e procura pelo auto-conhecimento, enquanto que para outros isso é apenas mais um fruto da infindável fome de novidade e capacidade de venda que os ocidentais possuem.

Dentre as inúmeras aberrações que encontramos hoje, há por exemplo o Yoga para o bumbum, Yoga para atletas "sem meditação e sem granola no café da manhã", Yoga desportivo, Yoga sexual, Yoga fitness, etc. É mais do que claro que essas "linhas" nada mais são do que aplicação de técnicas físicas isentas de todo o conteúdo profundo que o Yoga oferece. A questão é: por quê utilizar um nome quando não se tem nada de seu conteúdo original, já que movimentos de alongamento e força também fazem parte que qualquer cultura e país? É que em muitos lugares do mundo a palavra Yoga é associada a um grande rendimento mensal, e na ânsia por mais dinheiro e por coisas novas, certas pessoas acabam criando esses verdadeiros Franksteins.

Mas existem também formações que são realmente muito boas e instrutivas, como o Yoga para crianças, o Yoga para pessoas especiais, Yoga para idosos ou deficientes, Yoga para tratamentos de saúde, etc. E não podemos deixar de mencionar os grandes nomes da atualidade, como o Iyengar Yoga que prima o alinhamento postural e detalhamento técnico, o Power Yoga que une o Ashtanga Vinyasa comIyengar Yoga, o Anusara Yoga, Bikram Yoga, Shivananda Yoga, etc., todos frutos de ardentes buscadores que desenvolveram suas técnicas ao longo de muitos anos de devoção, estudo e aplicação.

E qual a utilidade de tudo isso? Bem, cada pessoa se ajusta aquilo que melhor lhe convém!



PERMANÊNCIA X REPETIÇÃO

Para muitos esse é um aspecto que gera muita discussão. Na execução de um asana, o que é mais válido ou importante: permanecer o maior tempo possível sem repeti-lo, ou executá-lo repetidas vezes com pouca permanência?

Há um conceito muito importante que esclarece em parte essa e outras questões: depende da linha ou escola de Yoga. Isso quer dizer que dependendo da abordagem e da metodologia empregadas por uma determinada linha de Hatha Yoga, a aplicação de certos conceitos pode ser excelente, enquanto que em outras esses mesmos conceitos podem mostrar-se com pouca ou nenhuma utilidade. Por exemplo, na linha de Iyengar Yoga há uma grande ênfase na longa permanência de cada postura, no alinhamento e consciência de detalhes específicos à ela. Já no Ashtanga Vinyasa Yogaa ênfase em longas permanências não é dada, mas na repetição de certos grupos de posturas que servem para aquecer e desintoxicar o corpo. E qual dos dois métodos está certo? Os dois!

Tanto a longa permanência quanto a pouca permanência com maior repetição tem seus efeitos no corpo e na mente, e embora a metodologia empregada seja diferente, o objetivo é um só: conduzir o praticante à sua mais elevada percepção espiritual.

Em práticas que dão maior ênfase na permanência, o aluno tem mais tempo de se perceber na postura, ver suas dificuldades, estudar cada músculo, cada encaixe, cada detalhe da postura. A respiração pode receber variações para se adaptar ao movimento e a mente pode ser conduzida à diferentes tipos de concentração e visualização. Além disso, os músculos e tendões recebem um esforço maior e mais profundo.

Já nas práticas que dão maior ênfase na repetição e menos ênfase na permanência, o principal foco não estará somente na posturas estáticas, mas na movimentação dinâmica que existe entre elas. Assim a mente é "forçada" ou "condicionada" a manter um estado de maior receptividade e concentração, para que não haja desequilíbrio ou a sequência seja perdida. Nestas práticas o corpo é geralmente mais aquecido e o trabalho de alongamento é mais facilitado, além de remover diversas toxinas através do suor que eventualmente ocorre devido a movimentação. Além disso, é um tipo de prática que com um certo tempo de prática apresenta um grande resultado interior pela concentração que a mente exerce.

Não há uma maneira de dizer quem está "certo" ou "errado", já que há diferentes tipos de pessoas que se adaptam a diferentes tipos de práticas. Para alguns, ficar longos minutos numa determinada postura pode ser algo extremamente enjoativo, enquanto que para outros ficar saltando ou suando é algo que não lhe desperta atração. Tudo é questão de gosto, temperamento e objetivo.



ASANAS E EXERCÍCIOS FÍSICOS

Não é difícil alguma pessoa confundir uma prática de asana com uma prática de ginástica ou alongamento. Obviamente, uma boa prática dá um grande número de resultados benéficos no fator força, alongamento e saúde, mas a linha que separa exercícios físicos comuns com a prática de asanas é muito tênue.

Primeiramente o Yoga está embasado e embebido num aspecto filosófico, moral e espiritual, procurando sempre conduzir seus praticantes a um estado que vai além do meramente físico e mental, tirando-o da superficialidade que é normal na humanidade de hoje.

Em segundo lugar, é justamente a intenção de conduzir o praticante ao "próximo nível" que dá um caráter todo especial ao asana. Nele, o praticante procura encaixar não apenas o quadril ou o ombro, mas procura alinhar toda a sua respiração, a sua mente, a sua atenção, o seu foco, procurando analisar quais os pontos que lhe despertam ou chamam a atenção, o que dói, aquilo que é "insuportável" e por quê ele é visto desta forma, o que aquela postura lhe desperta na memória, etc. E embora possa ser utilizada como mais uma atividade no dia-a-dia, é claro que os asana procuram trabalhar na mudança de caráter da pessoa, bem como sua percepção do mundo em que vive.

Para aquelas pessoas que já tem uma atividade física intensa, como natação, musculação ou outra, a prática dos asanas serve como um preventivo às lesões e como uma maneira de desenvolver a concentração e ajudar a se acalmar diante de momentos de treinos exaustivos para uma competição ou apresentação. Atualmente, inúmeros atletas vêm percebendo os grandes benefícios que o Yoga pode proporcionar às suas vidas pessoas e a seus treinamentos específicos.



COMO E QUANTO PRATICAR

Lembre-se que um pouco todo dia é melhor do que muito executado de forma irregular. Assim, crie uma rotina que lhe seja fácil e agradável, e procure praticá-la todos os dias no mesmo horário. Comece com apenas alguns minutos e vá progredindo na escala de semanas até chegar num período que seja harmonioso com seu ritmo de vida.

Atualmente, em muitas escolas de Yoga no mundo, a única forma de prática de Hatha Yoga é através dos asanas, tendo as vezes o auxílio ou prática complementar de algum pranayamaou meditação. Contudo, o Hatha Yoga Pradipika 1.56 deixa muito claro que "asanas, as variedades de kumbhaka (pranayama), as posições de mudra, e a concentração sobre o nada (som interno), perfazem a seqüência". E dependendo da pessoa, antes do asanahá uma prática preliminar e purificatória através de algumas limpezas internas(2.21).

Ou seja, tradicionalmente o praticante começaria sua prática com alguma técnica de limpeza orgânica, passando então para sua seqüência de posturas escolhidas, um relaxamento final, e continuando então com técnicas de pranayama, mudra, bandhae meditação.



ORIENTAÇÕES GERAIS

1.A primeira regra é sempre ter a orientação de algum praticante experiente ou de algum professor;
2.O melhor horário para a prática é logo cedo pela manhã, em jejum e depois de esvaziar a bexiga e intestinos. Caso isso não seja viável, sua prática não deve ser executada antes de três horas após sua refeição principal. Se sentir muita fome ou fraqueza, uma fruta leve pode ser comida trinta minutos antes da prática e um copo de água 15 minutos antes. Evite também os horários de muito calor, e a noite evite posturas que sejam ativas. O melhor de tudo é sempre manter um horário regular;
3.Faça a sua prática num local limpo, sem barulhos ou intromissões. A iluminação não deve ser excessiva e o ideal é não ficar próximo a correntes de ar frio ou quente, especialmente nas técnicas de permanência ou relaxamento. O uso de ar-condicionado deve ser evitado. Retire todos os móveis próximos ou objetos que possam vir a machucar no caso de uma queda;
4.Use um tapetinho que não seja liso ou grosso de mais. Atualmente há inúmeras lojas que vendem tapetes de borracha específicos para o Yoga;
5.As roupas devem ser leves e confortáveis. A melhor opção é praticar com o mínimo de roupas possível. Retire também brincos, relógio, correntes, etc.;
6.O uso de música e incenso é opcional, embora possam ser grandes fontes de desvio de atenção;
7.Comece sua prática com uma atitude de introspeção, como pronunciar um mantra ou uma prece, reverenciar algum santo, ficar em silêncio, etc.;
8.Procure sempre manter sua respiração consciente durante as posturas;
9.Mantenha sua consciência desperta durante sua prática, isto é, perceba sua movimentação, a abertura de seu corpo, as dores, os medos, as lembranças, os pensamentos, e não se deixe influenciar pelo que surge do interior. Apenas seja uma testemunha;
10.Comece sempre com algum dos shatkarmas,seguindo-se então uma sequência de asana que esteja de acordo com suas necessidades e capacidades, e depois pranayamacom mudrae bandha, então concentração e meditação;
11.Coloque em sua sequência algumas posturas em pé, equilíbrio, de flexão à frente e para trás, torces, invertidas e relaxamento final. Sempre que fizer uma postura para um lado faça igualmente para o outro pelo mesmo período (veja mais em vinyasa);
12.Aprenda a se observar e respeitar. O limite físico no alongamento não é para ser vencido, mas apenas empurrado para frente, isto é, o corpo sempre vai ter um limite anatômico normal e portanto, não force seus tendões e ossos à toa;
13. Não faça sua prática após ter realizado algum exercício físico exaustivo, se estiver nervoso ou agitado. Respire um pouco, descanse, e depois inicie;
14. Em caso de doenças ou limitações físicas, procure orientação de seu médico e instrutor;
15. E de novo, tenha sempre a orientação de algum praticante experiente ou de algum professor.

As instruções aqui contidas não substituem o acompanhamento médico nem suas orientações.
Para praticá-las seguramente procure o auxílio de um professor de Yoga.

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