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Ondas Quentes e a Polêmica do Forno Microondas

Ondas Quentes
A polêmica concernente à utilização do forno de microondas

Por Thaís Harari

A todo o momento novas tecnologias são apresentadas à sociedade com o propósito de facilitar a vida cotidiana. Um exemplo disso é o forno de micro-ondas, amplamente utilizado para esquentar e preparar refeições. Sua presença em grande parte das cozinhas não deixa de criar polêmicas na sociedade. Afinal, usá-lo para cozinhar alimentos traz ou não prejuízos à saúde?

Não. As nutricionistas Vanessa Hentz, da Universidade Estadual do Ceará (UECE0), e Marina Escobar, da PUC- RS, afirmam que até hoje não há pesquisas científicas provando que a utilização do aparelho possa trazer prejuízos à saúde. Pelo contrário, elas dizem que alimentos cozidos no micro-ondas concentram muito mais vitaminas e minerais do que quando preparados no forno ou fogão. Vanessa explica que como o tempo de cocção é muito menor, a quantidade de água necessária para cozinhar os alimentos – principalmente os vegetais – não é tão grande. O fato evita a diluição e consequente perda de vitaminas hidrossolúveis, como a vitamina C e o complexo B. “Quanto menor a exposição ao calor, maior a garantia de preservação dos minerais”, conta ela.

Uma pesquisa da Universidade Warnick, no Reino Unido, estudou a cocção de hortaliças brássicas – como brócolis, couve-flor, repolho, etc. – de várias maneiras: mergulhados em água fervente, no vapor, fritos no óleo e cozidos no micro-ondas. A conclusão é que para não perder propriedades importantes dos vegetais, deve-se prepará-los fritos, cozidos no vapor ou no micro-ondas. O resultado se explica, pois tais hortaliças são ricas em substâncias chamadas glicosinolatos que, sob o efeito de uma enzima, a mirosina, é convertida em isotiocianato, substância capaz de inibir processos de formação de cânceres. A mirosina, porém, é solúvel em água e desnaturada pelo calor. Consequentemente, quando fica muito tempo exposta a altas temperaturas e em presença de muita água se torna inativa e o alimento perde suas propriedades anti-cancerígenas.

A desnaturação proteica também é uma das preocupações de quem tem dúvidas sobre a ação do microondas. Segundo Vanessa, de fato, a cima de 45° C as cadeias de proteínas que formam a carne perdem sua estrutura. Porém, isso não significa que haja perda de propriedades. “Na verdade, a quebra das cadeias facilita a ação das enzimas do nosso organismo, agilizando o processo de digestão”.

O uso do microondas levanta também uma questão concernente ao campo eletromagnético. Vanessa afirma que as ondas eletromagnéticas produzidas pelo aparelho são de alta freqüência e quando adentram o alimento são transformadas em calor, sem trazer prejuízos ao alimento. Segundo Mariana, as ondas penetram no alimento e simplesmente fazem com que suas moléculas vibrem criando calor. Não há pesquisas conclusivas, porém, que digam quais são as conseqüências do campo eletromagnético no organismo a médio ou longo prazo.

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